Publicado por: jSaggiomo | 23/12/2009

Ocorrências nos elevadores revelam mau uso e falta de manutenção preventiva

Foto: B5/1ºBBM

No dia 9 de março, dez pessoas ficaram feridas quando um elevador despencou do 12º andar de um prédio, em Belo Horizonte. Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atenderam à ocorrência e encaminharam as vítimas ao hospital com ferimentos leves, escoriações, luxações e fraturas em membros inferiores.
Embora o grande número de feridos chame a atenção no acidente, ocorrências envolvendo elevadores não são raras no Brasil. Segundo o engenheiro Marco Antonio Secco, coronel da reserva do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a principal causa destes acidentes está relacionada com a falta ou a manutenção inadequada dos equipamentos. Outro agente motivador de acidentes é o uso impróprio dos elevadores.
Alguns acidentes acontecem quando a capacidade máxima do equipamento não é respeitada, mesmo havendo avisos indicando quantas pessoas e qual o peso total que o elevador pode suportar em movimento. “Deve-se entender que o elevador é um equipamento que possui limites, ou seja, seu uso deve ser compatível com o projeto elaborado”, salienta Secco.
Há ocorrências também de desatenção do usuário ou de desrespeito às placas que solicitam verificar se o elevador se encontra parado no andar antes de entrar. Em fevereiro, também em Belo Horizonte, uma pessoa morreu e outra ficou ferida ao caírem no fosso de um elevador, que abriu suas portas supostamente após as vítimas terem se esbarrado nelas. Em razão de ocorrências como essa, o coronel Secco defende que todos devem prevenir acidentes.
“A conscientização do usuário e do síndico, a utilização de empresas habilitadas para a execução de inspeção, manutenção preventiva e corretiva, o conhecimento dos limites do equipamento, a busca de informações e orientações junto aos fabricantes parecem-me as medidas mais adequadas para se obter um funcionamento seguro do elevador”, diz.
Secco defende que a manutenção do elevador seja feita por profissional treinado. A periodicidade do serviço deve ser determinada pelo fabricante em função do modelo, uso e condições de funcionamento a que o elevador está sendo submetido. “O mínimo recomendável é que seja totalmente inspecionado uma vez por ano por um engenheiro mecânico habilitado para tal, ou toda vez que anormalidades tenham sido detectadas no funcionamento do equipamento, como estalos e vibrações”, diz.
Resgate

Quanto ao resgate, o coronel Secco lembra que a principal dificuldade reside no fato de que as vítimas têm dificuldade de manter a calma e podem vir a tomar atitudes precipitadas. Por isso, defende que haja treinamento dos bombeiros nos inúmeros tipos de elevadores fabricados quanto aos procedimentos específicos para cada modelo e tipo de equipamento.
“Os Corpos de Bombeiros buscam, através de treinamento genérico, habilitar seu pessoal no atendimento com sucesso das vítimas nos casos de acidentes em elevadores. No entanto, existem inúmeros fabricantes que montam os mais diversos tipos de equipamentos e modelos que exigem procedimentos específicos, muitas vezes. Para tanto, seria necessário uma parceria entre fabricantes e o poder público, de forma a habilitar o mais adequadamente possível o pessoal envolvido em ocorrências de acidentes com elevadores”, conclui

Fonte: Revista Proteção (Edição 14)

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