Publicado por: jSaggiomo | 19/03/2010

Ainda falta acessibilidade aos deficientes em Rondônia

A acessibilidade em locais públicos é um direito do deficiente físico.

Eder Calazans é profissional na área de informática, reside em Porto Velho, e, assim como outros deficientes físicos, reclama da falta de acessibilidade em prédios públicos. “É muito decepcionante para um cadeirante ter que voltar da garagem de um prédio, por não poder ter acesso às alas superiores, por falta de um elevador adequado”.
A acessibilidade em locais públicos é um direito do deficiente físico, com base na Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000, “que estabelece”, em todo o país, “normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”.
“Porto Velho ainda tem poucos espaços adaptados aos deficientes físicos. A falta de rampas nos bairros, e a falta de banheiros e elevadores adequados, são uns dos principais problemas apontados pelos deficientes”, declarou Carlos Rodrigues Cataca, da Associação Rondoniense de Deficientes Visuais (Asdevron).
Por outro lado, o investimento para adequar as instalações à Lei da Acessibilidade costuma ser elevado, e caba se tornado uma obra em segundo plano. Um exemplo é a sede – em Porto Velho – do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos Estaduais de Rondônia (Sindafisco), onde recentemente foi construída uma plataforma elevatória para possibilitar o acesso aos deficientes da garagem ao pavimento superior.
Segundo o presidente da entidade, Mauro Roberto, (foto ao lado) o investimento ultrapassou R$ 50,00 (cinqüenta mil Reais). “Tivemos que contratar uma empresa de outro estado para realizar o serviço. Além disso, há outra questão: não existe assistência especializada aqui em Rondônia”, informou Mauro ainda acrescentando que “após a instalação, a plataforma precisou de um reparo simples, mas, para isso, teve que vir um profissional de Brasília”.
Mesmo com o alto custo, o presidente dos auditores reconhece que “é um investimento necessário”. Ele justifica falando que “para este ano, por exemplo, está na nossa programação a realização de um ciclo de palestras sobre educação fiscal, aberto também para os contabilistas da Capital, e para acadêmicos do curso de Ciências Contábeis. Neste caso, os profissionais ou estudantes portadores de deficiência física podem vir participar sem nenhum tipo de constrangimento. Pois além da instalação da plataforma, reformamos um banheiro, adequando-o à Lei da Acessibilidade”, finalizou Mauro Roberto.

Fonte: Rondônia Dinâmica

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