Publicado por: jSaggiomo | 15/06/2010

Elevadores precários colocam vidas em risco

Mais perigosos do que parecem, elevadores podem até matar.

A falta de alvará de funcionamento de um elevador clandestino em um prédio de cinco pavimentos no Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo, resultou na manhã do último domingo em um trágico acidente que levou à morte João Alécio Peral, de 58 anos, e feriu gravemente seu filho Éder Alécio Peral, de 30. De acordo com o Corpo de Bombeiros, eles despencaram de uma altura aproximada de 20 metros. O elevador não tinha autorização da Prefeitura para funcionar.
Segundo os bombeiros, até março deste ano já foram feitos 49 resgates de pessoas presas em elevador, ou seja, com partes do corpo presas à cabine. E 359 resgates menos graves registraram pessoas retidas dentro do elevador. Em 2009, foram 1.271 resgates, ao todo, sendo que 25 pessoas ficaram feridas e uma morreu. São Paulo tem 60 mil elevadores em situação regular, que fazem, diariamente, quase 24 milhões de viagens. Mas não há estimativas de quantos equipamentos estão irregulares.
Todo ano a Secretaria de Controle Urbano (Contru), que é o órgão da Prefeitura responsável por esta fiscalização, exige o Relatório de Inspeção Anual (RIA), no qual o condomínio repassa informações registradas pela própria empresa conservadora de seus elevadores. Se o síndico do condomínio não cumpre as exigências da Prefeitura, os passageiros podem correr riscos nos elevadores.

Notificação e multa
Se o documento não é entregue, o síndico é notificada e tem mais 30 dias para enviar o relatório. Se mesmo com mais prazo os documentos não chegarem, a Secretaria de Finanças entra em ação, e multa o condomínio em 250 UFIR’s, que em reais fica R$ 505. O longo prazo para que a apresentação dos documentos, além do baixo valor da multa (uma manutenção de elevador sai, em média, R$ 600 por mês), acabam facilitando a falta de manutenção. E um reparo pequeno que não seja feito, ou esquecido, pode levar ao chão um aparelho.
Em 2009, segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), o Contru informou que 20% dos condomínios residenciais cadastrados não estavam entregando em dia o RIA. Este ano, só em julho o Contru vai informar quem não está em dia com a documentação exigida.
O RIA pode ser feito pela internet, através do portal da Prefeitura. A taxa não chega a custar R$ 90 (o valor depende do tipo de elevador). São 94 as empresas conservadoras autorizadas a cuidar de elevadores na capital.

Melhor optar por fabricante
O vice-presidente do Secovi SP, Hubert Gebara, explicou que o recomendável é que o condomínio opte por uma empresa conservadora que tenha o compromisso de manter o RIA em dia. “Por isso é preciso escolher as que estão na lista da Prefeitura, que são autorizadas. A minha dica é que contratem a mesma empresa fabricante do elevador, se possível, pois ela dispõe de peças mais prontamente, e assim traz melhores resoluções de problemas”, falou.
Também é aconselhável que o condomínio invista em uma empresa que faça a manutenção, pois ela vem com a garantia de peças. Apenas a conservação não garante a reposição de peças, em caso de necessidade. A outra dica é que o síndico apresente aos moradores do condomínio a importância de educar as crianças quanto aos procedimentos corretos de utilização. Entre os tipos de acidentes mais comuns, está os de crianças presas entre a porta e a cabina.
Quanto às licenças necessárias para o funcionamento do elevador, o Contru informou que é possível ver ao lado do elevador, ou em área comum dos passantes, o alvará de funcionamento e as informações sobre a empresa contratada para a conservação e/ou manutenção.
O elevador clandestino da Zona Leste ainda não foi periciado e, segundo o Contru, não foi possível, ontem, verificar porque ele caiu. Especialistas acreditam que ele não tinha freio de segurança. “É essencial em qualquer elevador, justamente para evitar uma queda livre”, disse Cassiano Mendonça, fabricante de elevadores.

VEJA MAIS ABAIXO UM RELEASE.

Jovem tem lesão na medula
O rapaz que estava no elevador da Zona Leste, Éder Alécio Peral, de 30 anos, está internado na UTI do Hospital Santa Marcelina, em Parque do Carmo. Segundo a assessoria de imprensa, ele está consciente, respira sem a ajuda de aparelhos, mas passará por uma cirurgia amanhã, para reparar uma lesão em sua medula. A família do jovem ainda não foi ouvida para explicar as condições do elevador em que ele estava. Segundo testemunhas, o aparelho teria sido construído pelo próprio João Alécio Peral, que não resistiu à queda do elevador e morreu no local.
De acordo com o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios, do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Hubert Gebara, não vale a pena não manter regularizada a situação dos elevadores. “O custo não fica alto, portanto, quando algum condomínio arrisca não pagar a taxa anual ao Contru, e o valor mensal da manutenção, está correndo um risco muito grande. Um simples problema no elevador pode fazê-lo despencar. Não vale à pena arriscar vidas”, explicou.
O Contru não mantém um registro de acidentes de elevadores, como o Corpo de Bombeiros. A justificativa é que a secretaria não fiscaliza o mau uso do aparelho, e sim a sua manutenção. Segundo o Contru, em geral, pessoas ficam presas em elevadores por desrespeitar as regras de utilização. E só em casos de acidentes muito graves é que ele atua, como o do elevador clandestino da Zona Leste. Ainda assim, só fica sabendo informações desses aparelhos pela imprensa.

Escada rolante de shopping é interditada
No último domingo, uma criança de 5 anos acompanhada pela mãe ficou presa pelo pé em uma escada rolante do Shopping Eldorado, em Pinheiros, na Zona Oeste. O acidente aconteceu por volta das 14h, quando elas estavam na escada de acesso do 2 para o 1 andar.
A equipe de emergência do local foi acionada e conseguiu soltar o pé da criança. Ela foi encaminhada para o Hospital das Clínicas, onde foi avaliada e apresentou apenas escoriações leves. A vítima foi liberada em seguida.
No mesmo dia, a escada foi interditada pela Secretaria de Controle Urbano (Contru) por medida de segurança e deve ser liberada após a realização dos reparos necessários. Em nota, a secretaria afirmou que o equipamento “estava devidamente licenciado junto ao Contru e a empresa conservadora compareceu no momento do acidente para prestar assistência.”
O Contru alerta para que os shoppings mantenham elevadores e escadas rolantes regulares e licenciados de acordo com a legislação vigente, e ainda, que as empresas conservadoras mantenham esses equipamentos sempre vistoriados e em perfeitas condições de funcionamento.
O Eldorado informou que a criança de usava uma sandália de plástico emborrachada, com grande aderência. Na hora em que o acidente aconteceu, ainda segundo o shopping, a escada parou e o dispositivo de emergência foi acionado. Em nota, o shopping informou ainda que mantém todos os aparelhos exigidos por lei e o alerta sobre o uso da escada rolante por crianças menores (limite da faixa amarela), para que os pais tomem cuidado redobrado.

DANI COSTA
dani.costa@diariosp.com.br 
Fonte: Diário de S. Paulo

Uma reportagem muito interessante porém direcionada.

Muito interessante a reportagem, traz pontos interessantes e explicativos. A única ressalva foi o comentário do Sr. Hubert que sugeriu que apenas as empresas “FABRICANTES” que poderam atender prontamente com fornecimento de peças. Hoje na verdade não existem mais FABRICANTES e sim MONTADORAS, assim como funciona com os carros, a maioria das peças são fabricadas por outras empresas. E hoje uma mesma empresa fornece peças para diversas montadoras e empresas de manutenção/conservação de elevadores. Vale frisar que em São Paulo, o serviço de manutenção/conservação só pode ser prestado por empresas cadastradas junto ao CONTRU e que tenha um engenheiro resposável e que seja emitida a ART. 
Só para constar, segue algumas reclamações de usuários de empresas “FABRICANTES”, vou relacionar apenas algumas aqui, caros leitores:


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