Publicado por: jSaggiomo | 18/10/2010

Acessibilidade de estádios e pontos de interesse é desafio de SP para universalizar seus recursos

Quase 1 em cada 10 residentes em São Paulo possui deficiência ou mobilidade reduzida, segundo dados do IBGE – Instituto Brasieliro de Geografia e Estatística.

No total, 1,1 milhão de pessoas requerem adaptações especiais para se movimentarem com autonomia pela cidade.

No passado, era incomum encontrar cegos, cadeirantes e pessoas com deficiência intelectual ocupando o espaço público com a frequência que se vê hoje. E mal se percebia a presença de surdos e amputados com próteses. O aumento dos recursos de acessibilidade são os principais responsáveis por abrir a cidade a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua condição.

Símbolo da pujância da capital, a Avenida Paulista se tornou também o cartão postal que exibe São Paulo em toda sua diversidade. Em 2008, a troca do piso de suas calçadas e a instalação de trilhas podotáteis, que permitem a cegos e pessoas com baixa visão circular com independência por seus 3,2 mil metros de extensão, se somou aos elevadores acessíveis existentes nas estações da Linha Verde do Metrô.

O calçamento e o rebaixamento de guias também facilitou a cadeirantes tocar suas cadeiras com mais desenvoltura. E boa parte dos ônibus que cortam a avenida exibe no para-brisa o símbolo internacional de acessibilidade, indicando que foram adaptados para uso de pessoas com deficiência. Isso para não falar na Parada Gay, que anualmente desafia o preconceito dos paulistanos que não evoluíram com o tempo.

Alguns espaços culturais paulistanos, como o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca do Estado, são considerados exemplos de acessibilidade. Têm rampas de acesso, elevadores sinalizados em braille e pessoal qualificado para orientar visitantes com deficiência. E o Metrô Luz na porta, garantindo o acesso de quem não tem carro.

Quando falamos em esporte, o cenário muda. Para pior. Hoje, em São Paulo, nenhum estádio em funcionamento trata o torcedor com deficiência da mesma maneira que os demais. Além de áreas delimitadas para cadeirantes, nada oferecem.

O Pacaembu teria condições de dar um salto em direção à plena acessibilidade se copiasse as adaptações do Museu do Futebol, localizado na entrada principal do estádio, para a área interna: arquibancadas, tobogã, numeradas e áreas de circulação. E trocasse os patéticos banheiros químicos – solução provisória para mega-eventos que foi transformada em permanente – por um novo, com as adaptações exigidas por lei.

As duas anunciadas novas arenas paulistanas, o Palestra Itália e o Itaquerão, terão de nascer com essa questão resolvida. A NBR 9050 determina os critérios e parâmetros técnicos de acessibilidade que devem ser seguidos no projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Em outras palavras, essa norma diz que a cidade que nasce deve crescer com o objetivo de servir a todos os seus cidadãos.

Os arquitetos brasileiros envolvidos com a construção e reforma das arenas para o Mundial de 2014 ouvidos pelo blog garantiram que elas permitirão o acesso do torcedor com deficiência a todas as suas dependências. Que assim seja.

A cidade que existia antes dessa regulamentação deve se adaptar à nova realidade. E isso inclui os velhos estádios: Pacaembu, Morumbi e Canindé. Ou eles se transformarão em monumentos que perpetuam a exclusão no esporte.

Fonte: Terra

Via: EXPRESSOMT – A notícia em primeira mão


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