Publicado por: jSaggiomo | 03/11/2010

Dicas para reduzir as despesas no condomínio e aliviar o bolso no fim do ano

Quem mora em condomínio sabe quanto a taxa a pagar mensalmente pode pesar no orçamento. Para quem também paga aluguel ou a prestação da casa própria, a dificuldade financeira é ainda maior. E, com a chegada do fim do ano, que engorda a folha de pagamento do condomínio com o 13º salário dos funcionários e outras taxas extras (inclusive a decoração de Natal!), a coisa se complica. Alguns síndicos, porém, lançam mão de sua criatividade para achar formas de essa conta não ficar tão salgada. (Saiba qual a rotina ideal para reduzir as despesas do condomínio).

Só em São Paulo, são 4,2 milhões de prédios, e no Rio, 3,5 milhões. Milhões de pessoas que podem ajudar a reduzir desperdícios. De acordo com o síndico Saul Rusnir, de um edifício em Botafogo, assim como com qualquer orçamento, é possível ser criativo e economizar no condomínio. Rusnir, por exemplo, tomou providências para reduzir a conta de água, responsável por 20% das despesas de um prédio.

O síndico começou pela maior fonte de desperdício: o vaso sanitário. Este aparelho de uso diário e frequente consome, a cada descarga, cerca de 10 litros de água. Com a substituição da descarga convencional pela de duplo acionamento – que custa, em média, R$ 195, o custo da água por apartamento caiu cerca de R$ 45. A descarga de duplo acionamento tem dois botões: um para resíduos líquidos, que despeja uma quantidade menor de água, e outro para resíduos sólidos, com um volume maior de água.

– Com o uso desse sistema, os gastos com água caíram 22%. Mas é importante que todos os moradores concordem em adquirir os aparelhos para que o resultado seja satisfatório. Se pensarmos que cada apartamento utiliza três vasos sanitários, os gastos serão de em torno de R$ 600. Mas o retorno compensa – garante.

Outra medida que diminuiu os cifrões na conta de água do prédio foi a inclusão de redutores de vazão nas torneiras e no chuveiro. O custo do dispositivo é de cerca de R$ 130. Com isso, o volume de água cai de 30 litros/minuto para 15 litros/minuto, no caso do chuveiro, e de 12 litros/minuto para 6 litros/minuto, no caso da torneira. A rega dos jardins também pode ser repensada. Vale estudar, inclusive, captação de água de chuva.

– No nosso prédio, paramos de regar as plantas duas vezes por dia, como fazíamos. Coloquei um sistema de irrigação com tubo de PVC que tem pequenos furos. A rega com esse sistema faz com que a água penetre melhor no solo, usando menos água – diz o síndico.

Os elevadores são considerados os vilões da conta de luz dos condomínios. Principalmente os elevadores mais antigos, eletromecânicos. De acordo com Antônio Mello, administrador de um edifício comercial no Centro, com a troca do sistema eletromecânico pelo microprocessável, o consumo de energia caiu entre 20% e 30%. No entanto, o preço desse tipo de elevador, mais moderno, é de cerca de R$ 150 mil – o que pode trazer alguma resistência entre os condôminos.

– Como o elevador é caro e o retorno do investimento é obtido em longo prazo, é difícil conseguir fácil aceitação dos proprietários. É preciso que haja conscientização, pois os benefícios são muitos – diz o administrador.

O gasto com funcionários, no entanto, é o que mais pesa. E, sem precisar mexer nos salários nem demitir ninguém, é possível fazer economias. Basta alterar as escalas, alternando os dias dos funcionários no edifício. Isso possibilita a redução de despesas com vale-transporte, por exemplo.

Fonte: O Globo


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