Publicado por: jSaggiomo | 22/03/2011

Bombeiros registram mais de 1,1 mil ocorrências com elevadores em SP

Peças e componentes responsáveis pela segurança do passageiro e bom funcionamento do equipamento são avaliadas durante a manutenção

Peças e componentes responsáveis pela segurança do passageiro e bom funcionamento do equipamento são avaliadas durante a manutenção

Apesar de ser um equipamento de uso rotineiro, o elevador pode causar acidentes se não for utilizado de maneira correta ou tiver problemas em relação à manutenção. De acordo com o Corpo de Bombeiros de São Paulo, no ano passado, em todo o Estado, foram registradas 1.105 ocorrências envolvendo uso de elevadores, com 17 pessoas feridas.

Segundo o tenente da corporação, Marcos Palumbo, a maioria dessas pessoas ficou ferida por causa de algum problema no equipamento, causados por manutenção ou falta de luz. “Em elevadores podem acontecer ocorrências graves. A mais tranquila é quando a pessoa fica retida no interior da cabine”, diz.

Palumbo afirma ainda que, se a pessoa está retida ela pode sentir algum desconforto em estar lá dentro, mas o elevador é um local seguro, com trilhos e cabos para mantê-lo. “Os elevadores não caem, a menos que o peso no interior esteja acima do permitido”. Inclusive, segundo contou, o último registro que o Corpo de Bombeiros de São Paulo tem de sobre quedas foi um caso de uma pessoa que colocou mais peso do que o permitido pelo equipamento.

Recomendações

Entretanto, em situações como essa Palumbo explica que é necessário manter a calma e acionar o botão de alarme – que funciona24 horas – ou ligar para o 193. “Hoje em dia, os celulares funcionam em muitos elevadores”. O socorro pode ser feito pelos bombeiros ou pela empresa responsável pela manutenção do equipamento, que também está preparada para chegar rapidamente ao local.

Pedir ajuda ao porteiro, síndico ou outros moradores para abrir a porta pode ser um risco. Segundo explica Palumbo, em geral, os elevadores param entre andares e sair do equipamento nessas ocasiões pode provocar ferimentos graves. “Nessas horas as pessoas ligam para a portaria e pedem para o porteiro abrir o elevador com aquela ‘chavinha’ reserva. No entanto, no caso de uma falta de energia, a luz pode voltar bem na hora que a pessoa está sendo resgatada, e o elevador volta a funcionar. O que pode deixar a pessoa presa entre a porta e o andar”, explica.

No ano passado, foram registrados 166 casos como esse pelo Corpo de Bombeiros , com oito pessoas feridas e uma vítima fatal em todo Estado de São Paulo. Portanto, de acordo com o que diz o tenente, quando o elevador trava, o correto é avisar que há alguém retido na cabine  e manter a calma.

Manutenção

Para evitar o desconforto de se sentir preso no local, Palumbo recomenda que a pessoa se mantenha agachada no interior do equipamento. “Isso dá sensação que esta com teto um pouco mais alto”, tirando aquela sensação claustrofóbica, ensina.

Aos condomínios, ele recomenda “não economizar quando se fala de elevador, se há um cronograma faça de acordo com o que o fabricante pede”, diz Palumbo. O elevador “é um equipamento de uso comum, que dá vida ao prédio”.

A empresa de elevadores Atlas Schindler S/A explica que a manutenção dos equipamentos deve ser realizada mensalmente. “Nessas inspeções são feitas verificações de todos os sistemas de segurança, correções e lubrificações necessárias. No caso da cidade de São Paulo é lei que todos os elevadores passem por uma manutenção preventiva mensalmente. E mesmo nas cidades nas quais não há uma lei específica a Atlas Schindler adota como regra essa periodicidade mensal”, informa.

Fiscalização

A fiscalização dos elevadores é de responsabilidade das prefeituras. “Em cada cidade é um órgão ligado a prefeitura que faz esse controle. Em São Paulo é o Contru, no Rio de Janeiro o GEN, por exemplo”, explica a assessoria de imprensa da empresa.

O usuário, por sua vez, pode acompanhar esses resultados por meio de formulários e fichas que são adotados por algumas empresas. Além disso, síndicos e zeladores podem acompanhar o serviço de manutenção.

Assim, parar evitar acidentes em elevadores é fundamental que o condomínio se preocupe com a manutenção e os usuários devem agir com educação. Não apertar vários botões de uma vez, não pular ou forçar para abrir são algumas das regras.

Crianças

Além disso, nunca deixar crianças desacompanhadas. “Não deixar as crianças sozinhas no elevador, não por causa do elevador em si, mas por causa momentânea. Se o elevador para, ela vai entrar em pânico, fica desesperada. Será que ela vai saber comunicar que está presa?”, questiona Palumbo.

O tenente recomenda ainda que devem redobrar a atenção até mesmo com crianças que estão no colo, para que elas não prendam os dedos no momento do fechamento da porta.

Veja abaixo dicas da Atlas Schindler para evitar acidentes em elevadores:

Dicas para condomínios

– Manter as janelas abertas suficientemente para uma boa ventilação na Casa de Máquinas, impedindo, entretanto, que sua abertura permita entrada de água de chuva;

– O elevador não pode funcionar com água no poço ou ao longo da caixa;

– Manter a Casa de Máquinas, corredores e escadas de acesso com boa iluminação e desobstruídas;

– Não permitir que moradores, funcionários ou terceiros tenham acesso à Casa de Máquinas;

– A carga útil do elevador não deve ser excedida. É condição insegura e ilegal. Além disso, poderá gerar o desgaste prematuro dos componentes;

– Quando necessário, os condomínios devem realizar a troca ou modernização de peças do elevador para garantir maior conforto e segurança aos usuários.

Dicas para usuários:

– Cuidar do elevador de forma a evitar o mau uso do equipamento;

– Utilizar os botões de subida e descida nas instalações com botoeiras de forma adequada;

– Não permitir que crianças viagem sozinhas ou brinquem no elevador;

– Não tentar abrir a porta de pavimento antes da abertura total da porta da cabina;

– Não ultrapassar a capacidade máxima indicada na cabina;

– Observar e cumprir os avisos colocados na cabina;

– Ao entrar e sair da cabina observar a existência de degrau;

– Não permitir que detritos sejam atirados no poço;

– Não fumar no elevador;

Fonte: eBand
Marielly Campos / cidades@eband.com.br


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