Publicado por: jSaggiomo | 20/04/2011

Perigo nas escadas, na piscina e no elevador

Em caso de acidentes no condomínio, o síndico, zelador ou outro funcionário precisam estar preparados para dar o primeiro atendimento à vítima. Segundo o capitão Eduardo Boanerges, coordenador da Força Tarefa e do Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros, dados da Organização Mundial de Saúde provam que a morte costuma acontecer pela demora no primeiro socorro. “Alguém precisa ter noções básicas de atendimento, até a chegada dos bombeiros ou de uma ambulância”, ensina.

Vários locais oferecem, no condomínio, riscos de acidentes. Os mais comuns são escadas, elevadores, piscinas e playgrounds. Quedas em escadas ocasionam fraturas e, às vezes, hemorragias. Nestes casos, deve-se manter a pessoa imobilizada até a chegada do resgate, que pode ser acionado pelo telefone 193.

Quanto aos elevadores, as estatísticas mais altas são de acidentes nos quais a pessoa prende o pé no vão, entre o pavimento e a cabine. Nesse sentido, é preciso um cuidado especial com as crianças. O coordenador do Serviço de Resgate lembra de um acidente, envolvendo um garoto de 5 anos. Ao entrar no elevador, ele ficou com o pé preso no vão. Por uma fatalidade, o elevador desceu cerca de 50 centímetros e ele foi engolido até a cintura. “Ao chegarmos no local, encontramos a criança com a cabeça no colo da mãe. Não podíamos deixar o elevador descer nenhum centímetro para não machucá-lo ainda mais. Conseguimos tirá-lo com vida. Ele teve afundamento da pélvis e passou por várias cirurgias, mas hoje está bem”, lembra o capitão Boanerges. Outro caso comum em elevadores é o de pessoas que não gostam de ambientes fechados e têm um mal súbito. É preciso ainda observar sempre a capacidade do elevador e não excedê-la.

Um capítulo especial nos condomínios diz respeito à piscina. Em caso de um princípio de afogamento, é aconselhável ter à mão, materiais que se possa jogar na água para a pessoa se segurar. “Chamamos esses elementos de meios de fortuna. Pode ser um pedaço grande de madeira, uma bóia ou mesmo o cabo do aspirador utilizado para limpar a piscina”, esclarece o capitão Eduardo Boanerges. O atendimento precisa ser rápido: depois de 4 minutos na água, começa a formação de lesão neurológica, com maior probabilidade de morte cerebral.

Segundo o médico intensivista Ricardo Vanzetto, que atua no Serviço de Resgate do Corpo de Bombeiros, há 6 anos, deve-se retirar a pessoa da água e promover a liberação das vias aéreas. “Fazendo uma hiper extensão da região do queixo e da coluna cervical, procede-se a respiração boca a boca, já que uma grande quantidade do pulmão costuma estar tomada por água”, explica. Veja, na próxima edição.

Fonte: Direcional Condomínios


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