Publicado por: jSaggiomo | 07/06/2011

Elevador exige manuseio profissional

Resgate de pessoas presas não pode ser feito pelo porteiro ou por pessoas sem conhecimento.

Ficar preso dentro do elevador é uma situação comum do dia a dia nos condomínios. Mas qual o procedimento mais adequado para que o passageiro seja “resgatado” com segurança? Os elevadores são ambientes seguros, sem risco de falta de ar, garantem os fabricantes. O usuário deve apenas aguardar para que sua saída seja segura. Forçar a porta, para tentar sair sozinho, ou tentar pedir a ajuda de pessoas desabilitadas podem resultar em graves acidentes.
O elevador é considerado um dos meios de transporte mais seguros, garante o gerente da Regional Sul da Elevadores Atlas Schindler, Adriano Kluwe. “Desde que submetido a uma adequada e correta manutenção, o número de acidentes é muito baixo. Quando eles acontecem, em sua maioria, envolvem procedimentos incorretos ou inseguros, como excesso de peso ou intervenção de pessoas não autorizadas.”
Como ex-síndica de um condomínio no bairro Juvevê, a dona de casa Karina Morozowicz diz que as situações são comuns e presenciou diversos “salvamentos” – mas nenhum grave. “O máximo que aconteceu foram casos em que a pessoa ficou muito nervosa e aí tentei acalmar conversando pelo lado de fora”, relata. A própria Karina ficou retida há pouco tempo, por três minutos. “Liguei para minha filha pelo celular e pedi para chamar o porteiro, que abriu a porta com a chave reserva”, diz.
A dona de casa afirma que, como os filhos sobem e descem o tempo todo, sempre os orientou sobre o uso do equipamento, para evitar que entrem em desespero em caso de pane. “Dizer que está ‘preso’ no elevador assusta um pouco. Em vez disso, explico que pode acontecer de ele parar e a porta travar, mas que não precisam entrar em pânico, porque logo alguém irá abrir”, diz. “É melhor orientar do que evitar que circulem sozinhos, porque uma hora ou outra eles acabam fazendo.”
No caso de Karina, o próprio porteiro do prédio resolveu a questão. Em outros, o condomínio acionou a empresa de manutenção contratada. A segunda medida é a mais correta, afirmam especialistas e autoridades. O resgate sempre deve ser realizado por técnicos em elevadores ou, em casos graves, por profissionais do Corpo de Bombeiros. “Em hipótese alguma autorize qualquer funcionário ou morador a retirar pessoas retidas no elevador para evitar acidentes”, recomenda o vice-presidente de condomínios do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Dirceu Jarenko.

Manutenção
A manutenção deve ser realizada, em média, uma vez por mês por uma empresa especializada. Nessas inspeções são feitas verificações de todos os sistemas de segurança, correções e lubrificações necessárias, explica Kluwe, da Atlas. A recomendação do Secovi-PR é que os condomínios mantenham contrato de manutenção, preferencialmente, com as próprias fabricantes dos elevadores.
Se não houver essa possibilidade, é preciso certificar-se de que a empresa tem registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), se é licenciada pela prefeitura e se procede de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Sem esse cuidado, o condomínio e o síndico estão sujeitos a responder judicialmente por contratar uma empresa não idônea, em caso de acidente”, diz Jarenko. O mesmo pode ocorrer em casos de socorro por pessoas não capacitadas. “Tem condomínio que recorre ao porteiro, que também pode ser acionado judicialmente.”

Fonte: Gazeta do Povo Online


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