Publicado por: jSaggiomo | 02/09/2011

Transporte vertical

Os elevadores são essenciais na vida dos cidadãos que vivem nos grandes centros urbanos. Os tipos variam entre elétricos, elétricos sem casa de máquinas, hidráulicos, monta-cargas, monta-pratos ou unifamiliares. Além disso, há fabricação de plataformas para deficientes físicos. Basicamente, o mercado de elevadores engloba a montagem e instalação de novos equipamentos, manutenção e modernização. O faturamento desse setor gira em torno de R$ 3 bilhões por ano e tem acompanhado o crescimento da construção civil.

Segundo o diretor do Sindicato das Empresas de Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp), Max Santos, no Brasil há 300 mil elevadores. A cada ano são instalados, em média, 10 mil novos equipamentos. A exceção ficou para 2010. “O mercado da construção civil estava aquecido e houve aumento do PIB do setor no ano passado; assim, a construção de novos prédios demandou 12 mil novos elevadores”, diz.

As três maiores empresas que atuam no Brasil, as multinacionais Atlas-Schindler, do grupo Schindler (Suíça), Elevadores Otis, subsidiária da Otis Elevator Company (norte-americana) e a ThyssenKrupp Elevadores, do grupo alemão que leva o mesmo nome, dominam o mercado de elevadores novos, com aproximadamente 80% da fatia contra 20% das outras 30 empresas nacionais. Quando o assunto é manutenção de elevadores, as multinacionais respondem por 70% do mercado contra 30% das 1.100 empresas nacionais que prestam este serviço.

Santos explica que na década de 90, a antiga Schindler comprou a Atlas no Brasil, que já tinha 80 anos de mercado. A ThyssenKrupp adquiriu a Elevadores Sûr, também brasileira, e a operação da Kone (Finlandesa) no nosso país. Nesse mesmo período, as empresas, que fabricavam todas as peças do elevador, partiram para a terceirização (apesar de manterem alguma produção) e passaram a ser montadoras. “Com isso, cresce o número de empresas fornecedoras de peças, com tecnologia de ponta, que abastecem as nacionais e as multinacionais”, diz.

Hoje, de acordo com o diretor, também é fácil importar peças e até o elevador todo da Espanha, Itália, China, Alemanha e Estados Unidos. “É possível trazer peças que o mercado nacional não produz”, avalia.

Manutenção

O elevador é um meio de transporte vertical e por isso a sua manutenção periódica é obrigatória. Ela visa identificar e substituir peças com desgastes, antes que causem prejuízos como uma paralisação. Além disso, garante a segurança e o conforto dos usuários.

O diretor do Seciesp, Max Santos, explica que ao adquirir um elevador, o proprietário deve fazer um contrato de conservação com uma empresa especializada e registrada no Departamento de Controle de Uso de Imóveis da Prefeitura de São Paulo (Contru) e no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea). Essa manutenção pode ser básica preventiva ou com peças, onde é pago um valor maior. Tudo isso está previsto na Lei 10.348/87 e nos seus decretos.

Modernização

Como a vida útil de um elevador varia, e há casos em que o equipamento chega a durar 50 anos, as empresas passaram a oferecer o serviço de modernização. Esse trabalho busca adaptar os elevadores antigos, geralmente após 10 anos de uso, às novas tecnologias e às normas de segurança, entre outros itens.

Segundo o gerente da regional São Paulo da Elevadores Atlas Schindler, Osvaldo Gazola, existem basicamente dois tipos de modernizações de elevadores: a tecnológica e a estética, que ele chama de embelezamento. A primeira visa à troca de componentes técnicos para melhorar o funcionamento do equipamento. A segunda prevê mudanças na aparência do elevador.

Na atualização técnica, as empresas em geral costumam contemplar os seguintes componentes: máquina de tração, limitador de velocidade, quadro de comando, barreira de infravermelho, displays de batente, operador de porta, botoeiras, sensores imãs e flações, limites fim de curso e a caixa de inspeção no poço e na cabina. Em relação à estética, o investimento ocorre basicamente na cabina, onde são trocados os revestimentos dos painéis, são instalados corrimãos, espelhos, rodapé, teto, iluminação e piso. Também é possível fazer a adequação da cabina às normas de acessibilidade. “Podemos trocar o elevador inteiro, aproveitando somente as guias onde a cabina sobe e desce, ou modernizar passo a passo. Neste caso, avaliamos e propomos um programa tentando conciliar a necessidade, disponibilidade financeira e os interesses do condomínio”, conta Gazola.

Os benefícios da atualização são vários. “O elevador vai apresentar menor número de falhas, redução de até 30% do consumo de energia, além da questão da segurança e do conforto das viagens”, alega Gazola.

Valorização do imóvel

O gerente de modernização da ThyssenKrupp Elevadores, Sérgio Martins Cardoso, avalia que esse mercado está crescendo. “Isso ocorre devido à chegada de novas tecnologias que podem proporcionar uma valorização de 20% a 30% do imóvel”, ressalta. A empresa também oferece a modernização parcial ou integral dos elevadores.

Cardoso explica que há várias tecnologias disponíveis no mercado de elevadores. Entre elas está o Sistema de Variação de Velocidade e Frequência Nominal (VVVF), que controla simultaneamente a voltagem, a frequência e o fluxo do motor e proporciona viagens seguras e confortáveis. Além disso, garante baixo ruído na casa de máquinas e manutenção reduzida, a partir da eliminação de componentes móveis (mecânicos) por componentes estáticos (eletrônicos). O sistema reduz o consumo de energia em até 40%

Já o sistema regenerativo de energia permite a utilização de parte da energia devolvida pelo elevador (em torno de 25% a 35%) durante seu funcionamento para a rede elétrica interna da edificação, resultando em expressiva economia de energia.

No Sistema de Antecipação de Chamada e Destino (ADC XXI), a partir de um terminal inteligente instalado no hall de acesso aos elevadores e nos pavimentos, o passageiro informa o andar para o qual deseja ir, antes de entrar no elevador. Com base nessa informação, o sistema indica qual elevador irá atendê-lo. Sabendo previamente o destino do passageiro, o ADC XXI pode agrupar em um único elevador pessoas que vão para o mesmo andar ou próximos, reduzindo o tempo de operação dos equipamentos e o consumo de energia em torno de 30%.

As máquinas Gearless sem engrenagem representam a mais nova tecnologia em motores para elevadores. A partir de imãs permanentes, possuem rendimento superior que aumentam a eficiência do elevador. Por isso, gastam menos energia, além de apresentarem baixo índice de ruído e de vibração, ampliando o conforto do passageiro. A manutenção dispensa o uso de óleo lubrificante, agente poluidor, diferencial que contribui com o meio ambiente.

O Biotracking, sistema de gerenciamento e monitoração de uso de elevadores, funciona basicamente por meio de um dispositivo de leitura de digitais, onde é possível identificar cada usuário e permitir ou restringir a utilização dos elevadores.

Já a iluminação eletrônica por LED garante baixíssimo consumo de energia elétrica (equivalente a 3,6 Watts por lâmpada), pouca emissão de calor (reduz o uso de ar condicionado) e longa vida útil (cerca de 50 mil horas). Além disso, não usa mercúrio, componente que pode causar danos à natureza quando é descartado.
Compromisso ambiental

A Otis Elevator Company anunciou um programa global ambiental, The Way to Green® (o caminho para o verde), que abrange todos os aspectos das suas operações, desde o design e fabricação até o final da vida útil de seus produtos.

Projetado para melhorar o compromisso da empresa com a proteção ambiental e sustentabilidade, o programa engloba melhores produtos e serviços que reduzem o consumo de energia e oferecem um ótimo desempenho, bem como processos de fabricação energeticamente econômicos que ajudam a reduzir a emissão de carbono da empresa.

O The Way to Green instigará a conscientização ambiental entre os 60 mil funcionários globais da Otis, estimulando a vasta rede de fornecedores e clientes da empresa na adoção de práticas ambientalmente sensíveis.

O diretor de vendas e marketing da Elevadores Otis, Alex Guedes, ressalta que a empresa tem estado na vanguarda no oferecimento de novas tecnologias em elevadores, que reduzem o consumo de energia, exigem menos espaço e pouco lubrificante, entre outros diferenciais.

Texto: Aline Cunha

Fonte: Editoral Magazine

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