Publicado por: jSaggiomo | 24/10/2011

Passageiros do Aeroporto Internacional Tom Jobim sofrem com escadas rolantes e elevadores enguiçados e banheiros malcuidados

Escada rolante parada no acesso ao setor de desembarque do Terminal 1 do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)

Em setembro de 2008, o governador Sérgio Cabral classificou o Aeroporto Internacional Tom Jobim como "pior do que uma rodoviária de quinta categoria". Três anos depois e fora do primeiro leilão de concessão do funcionamento de aeroportos – restrito a Guarulhos, Viracopos e Brasília -, marcado para 22 de dezembro pelo governo federal, o Tom Jobim continua desafinando com sérios problemas de infraestrutura. Só na área não restrita do Terminal 2, o turista encontrou na sexta-feira três dos quatro elevadores enguiçados. Num sanitário masculino do Terminal 1, um saco plástico envolvia uma torneira com defeito. A escada rolante de acesso da garagem ao desembarque do Terminal 1 também não funcionava. Do lado de fora, junto à entrada 16C, uma placa que tombara do teto e não fora retirada do chão era mais um sinal de descuido com a manutenção. Banheiros malconservados, lojas fechadas, poucas opções de alimentação nas áreas restritas e o assédio de taxistas bandalhas se somavam aos transtornos a serem enfrentados na principal porta de entrada da cidade.

– Não adianta esperar por Copa e Olimpíadas. O Tom Jobim precisa de melhorias já para atender ao aumento da demanda – disse o secretário estadual de Turismo, Ronald Ázaro, que manifestou sua preocupação com o aeroporto esta semana, durante reunião no Ministério do Turismo.

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A situação dos elevadores é mais grave no Terminal 2. Os quatro panorâmicos da área não restrita pararam na quarta-feira. Na garagem do mesmo terminal, que tem dois andares, o único elevador estava sem funcionar há uma semana, segundo um segurança:

Funcionário de uma empresa de turismo, que trabalha no aeroporto desde 1990, Mauro Silva contou ter recebido relatos de que os elevadores da área de embarque (restrita a passageiros) do Terminal 2 também estavam parados, dificultando a circulação de pessoas em cadeiras de rodas.

– As esteiras rolantes para pedestres que interligam os dois terminais vivem em manutenção. Há queixas ainda da demora de as malas chegarem às esteiras de bagagens. No Terminal 1, ou faltam bebedouros ou eles têm pouca água – disse Mauro.

Ainda no Terminal 1, sete dos 16 elevadores da área não restrita estavam parados ontem. Num sanitários feminino, oito dos 16 banheiros estavam fechados.

Cones bloqueiam entrada do elevador quebrado no Terminal 2 (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)

Segundo a jornalista Sandra Silveira, nada mudou no Terminal 2 entre duas viagens que fez para a Europa, em janeiro de 2010 e deste ano:

– A única loja que vendia revistas, livros e afins no local fechou, restando um quiosque. Também só tinha uma lanchonete, que estava lotada.

Fonte: O Globo

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