Publicado por: jSaggiomo | 26/04/2012

Justica condena empresa a indenizar em R$ 300 mil familia de mulher que caiu do elevador

Vítima ficou com a perna presa e caiu de quase 25 metros. A Justiça condenou a empresa de elevadores Tônus do Brasil a indenizar, por danos morais, a família de Cristiana Ribeiro Piranda, morta em um acidente no prédio do Ministério da Justiça, no valor de R$ 300 mil. O acidente aconteceu em 2009.

De acordo com a Beatriz Ribeiro, Paulo e Mauro Piranda, pais e irmão de Cristina Ribeiro Piranda, a economista morreu quando ficou com uma das pernas presas no elevador do prédio com a porta aberta e acabou despencando de uma altura de quase 25 metros. Eles contaram que o equipamento estava com defeito e passava por uma manutenção, mas foi mantido em funcionamento, com acesso ao público e sem nenhuma informação sobre a interdição.

Para o Juiz Mauro Nicolau Júnior, da 48ª Vara Cível da Capital, houve descuido do funcionário da Tônus do Brasil no momento da manutenção do elevador.

– Dessa forma, a conclusão que se chega é que o elevador apresentou problema na véspera da data do acidente tendo, então, um funcionário da ré lá comparecido e na tentativa de solucioná-lo passou a proceder aos testes no carro sem se acautelar a fim de impedir que os usuários pudessem utilizá-lo devendo, portanto, indenizar pelos danos morais provocados aos autores na condição de pais e irmão da vítima.

Em sua defesa, a empresa alegou que os elevadores tinham sido modernizados recentemente pela empresa Thysseenkrup Elevadores e, por isso, a garantia dos serviços de modernização ainda estavam em vigência na época do acidente. A ré também afirmou que não houve falha técnica pela ausência de placas indicativas da ocorrência de manutenção, visto que não há previsão legal de obrigatoriedade, e que a manutenção dos elevadores só poderia ser realizada mediante a utilização de uma senha, que é acionada somente pelos funcionários do prédio, sem que haja interferência dos seus empregados.

Por meio de nota, a Thysseenkrup esclareceu que acompanhou a perícia técnica a pedido do GEM (órgão de fiscalização estadual) e prestou os devidos esclarecimentos para auxiliar as autoridades. Eles destacaram ainda que depois da data dos esclarecimentos prestados não foi mais convocada sobre este assunto e sequer foi parte no processo judicial.

O R7 também entrou em contado com Tônus, mas não obteve resposta até a hora da publicação da matéria.

Fonte: Rio de Janeiro – R7


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