Publicado por: jSaggiomo | 12/11/2012

Preguiça deixa quem precisa sem elevador na estação Pinheiros do Metrô

Passageiros não respeitam gestantes, idosos e deficientes nos horários de pico na Estação Pinheiros.

O elevador para usuários preferenciais na Estação de Pinheiros, da Linha 4-Amarela, do Metrô, na Zona Oeste, costuma atender principalmente pessoas que não fazem parte desse grupo. Eles são a maioria na extensa fila que se forma nos horários de pico e quem realmente precisa usar o serviço fica de fora ou acaba sendo desrespeitado. O elevador deve dar acesso preferencial aos idosos, grávidas, cadeirantes, pessoas com deficiência, pessoas com crianças de colo e obesos, de acordo com o Decreto Presidencial 5.296/04. 

A analista financeira Luciana Souza do Nascimento, de 42 anos, está grávida de sete meses e usa o elevador diariamente, já que pega o Metrô para trabalhar. Mas em uma das ocasiões que tentou reivindicar o seu lugar na fila ouviu de um usuário que “gravidez não é doença”.

Desde esse dia, ela aguarda a sua vez chegar para evitar novos constrangimentos. “Não que as outras pessoas não tenham o direito de usar, mas  a preferência é nossa. Os demais usuários podem ir de escada rolante”,  desabafou. Segundo Luciana, no período da manhã há guardas organizando a fila, mas isso não acontece à tarde, segundo ela. “Mesmo assim há confusão na fila”, contou.

Há seis meses, a balconista  Fabíola Maria de Aquino, de 29 anos, grávida de dois meses, leva o filho de 3 anos para fazer consultas em Pinheiros. Ela ainda não  conseguiu entrar no elevador por causa da lotação entre 18h e 19h. “É uma falta de respeito. Tenho medo de enfrentar a fila e, sem querer, alguém esbarrar na minha barriga”, afirmou. “Nesse horário, não tem condição”, disse Maria Ednalva de Aquino,  de 52 anos, mãe de Fabíola.

Os idosos também encontram dificuldade para entrar no elevador. A usuária  Lurdes Evti, de 65 anos, não dispensa o elevador quando passa pela estação. Ela espera mais respeito dos passageiros. “Essa história de preferencial só funciona no papel”, lamentou. 

Qualquer hora/ Não é apenas em horário de pico que o desrespeito acontece. A cabeleireira Ana Flávia Macedo Vieira, de 30 anos, passa pela Estação Pinheiros às 11h para trabalhar.  O trajeto de casa, na Zona Norte, até o serviço, na Zona Leste, é de duas horas. Ela costuma fazê-lo em companhia das filhas 1 e 7 anos. “Não temos preferência”, reclama.

Fonte: Diário de S. Paulo
Mari Cavalcante – mari.cavalcante@diariosp.com.br


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