Publicado por: jSaggiomo | 27/01/2015

Elevadores quebrados causam transtorno no hospital Celso Ramos em Santa Catarina

Elevadores quebrados causam transtorno no hospital Celso Ramos

Pacientes, médicos, enfermeiros e acompanhantes têm apenas 1 elevador.
Uma empresa foi acionada para consertar quatro equipamentos da unidade.

Do G1 SC

Acompanhantes, pacientes e funcionários precisam subir os andares pelas escadas (Foto: Reprodução/RBS TV)Acompanhantes, pacientes e funcionários precisam subir os andares pelas escadas (Foto: Reprodução/RBS TV)

A interdição de um dos elevadores do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, causou transtorno na unidade. Pacientes, acompanhantes, médicos e enfermeiros precisam usar as escadas desde quarta-feira (14). São quatro elevadores no prédio, sendo que dois não funcionam há anos. Nesta semana, um que era usado para transportar pacientes quebrou. Segundo o Secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinubing, dois equipamentos quebrados foram consertados na noite de quarta-feira (14).

O Hospital Celso Ramos atende, em média, 14 mil pacientes por mês. São 50 mil exames, quase 800 cirurgias, mais de 220 leitos sob a responsabilidade de 1 mil funcionários.

O elevador social é o único que estava funcionando na quarta-feira (14). O que transporta a água é o mesmo que leva o lixo e os pacientes. Ele é pequeno, com capacidade para cinco pessoas. Não cabe uma maca. “Foram canceladas as cirurgias porque não tem elevador para carregar os pacientes. Não tem como fazer nenhum exame, nada”, reclamou a auxiliar administrativa Marcia Piccoli de Melo. “Já fui na ouvidora reclamar e a ouvidoria tava fechada”, contou.

O marido da manicure Pricila Figueiredo é um dos pacientes prejudicados. “Desde as 7h a gente está aqui. Agora são 13h. E ele está sem comer desde 0h”, relatou. “Simplesmente se o elevador ficar pronto, eles arrumarem, aí tem cirurgia. Se não, não. Volta pra casa e eles ligam para remarcar”, desabafa.

A aposentada Maria Iracema da Silveira caminha com dificuldade. Aos 68 anos, com dores no joelho e no quadril, precisa subir a escada para levar comida para o irmão, que teve um acidente vascular cerebral. “Eles querem que a gente ande sete andares pra pegar bandeja da comida pra levar pro paciente”. É o que fazem dezenas de acompanhantes.

Os funcionários da empresa contratada pelo governo foram chamados. Segundo eles, é difícil o conserto. “O elevador é muito velho, muito mal cuidado”, disse um funcionário que não quis se identificar. “Elevador tem que ter manutenção, troca de peça, modernização. Deixaram 45 anos um elevador desse rodando”, afirmou. Segundo ele, os dois mais antigos têm 45 anos e os dois mais novos, 15.

Kleinubing explica que, na quarta-feira, das 25 cirurgias agendadas, apenas 8 foram realizadas. Segundo ele, em dezembro de 2014 foi concluído um processo licitatório para compra de novos equipamentos. O trâmite durou dois anos, por questões legais, explicou o secretário à RBS TV (veja o vídeo acima). A previsão é de que dois equipamentos novos sejam instalados na unidade em até cinco meses. “A solução definitiva já está encaminhada”, garantiu Kleinubing.

via G1


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