Publicado por: jSaggiomo | 26/08/2015

Deficientes físicos sofrem sem elevador em estação em Salvador

O cadeirante Cledson Cruz é auxiliado por um segurança no Campo da Pólvora - Foto: Marco Aurélio Martins l Ag. A TARDE
O cadeirante Cledson Cruz é auxiliado por um segurança no Campo da Pólvora.

A demora para a conclusão do conserto do elevador que dá acesso à estação de metrô do Campo da Pólvora, no bairro de Nazaré, tem causado transtornos a deficientes físicos que precisam utilizar o equipamento.

Conforme o presidente da Associação Municipal e Metropolitana de Pessoas com Deficiência (Ampdef), Cledson Cruz, representantes da entidade constataram que o elevador teve o funcionamento paralisado há cerca de 20 dias.

De acordo com informações da assessoria de comunicação da CCR Metrô Bahia – concessionária que administra o sistema metroviário -, o equipamento está em manutenção desde o início da última semana. A previsão é que o elevador seja liberado para uso na próxima segunda-feira.

Segundo Cledson Cruz, que também é cadeirante, para ter acesso ao metrô, é necessário solicitar ajuda dos seguranças e funcionários da CCR Metrô Bahia para que seja transportado por meio das escadas rolantes.

No entanto, tal alternativa, segundo ele, é muito desconfortável para os deficientes físicos, pois é preciso aguardar para que um funcionário esteja disponível para levá-lo até o embarque do metrô.

A reportagem de A TARDE acompanhou, na manhã desta sexta-feira, 31, o acesso de Cledson à estação. Para que ele chegasse ao embarque, foi necessário aguardar por 20 minutos até que um segurança o auxiliasse na descida.

"Muitas vezes, temos compromissos, com horários e, por conta da carência do elevador, acabamos nos atrasando porque temos que aguardar alguém disponível para fazer essa tarefa", afirmou.

Ele conta que, ainda que o funcionário auxilie, não se sente confortável na descida à estação. "Tenho medo de cair. Algumas vezes, o funcionário não suporta carregar o nosso peso. No meu caso, precisei trocar de cadeira, o que me deixou ainda mais inseguro", disse.

A dificuldade de Cledson foi compartilhada pela estudante de enfermagem Vanessa Santana, 29, que, por conta de um acidente, precisa utilizar duas muletas para caminhar. "Tenho que segurar as duas muletas e me equilibrar nas escadas. É muito difícil", contou.

Novas estações

Ainda segundo a concessionária, as seis estações de metrô em funcionamento – Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte, Retiro e Bom Juá – contam com elevadores para o acesso livre de deficientes físicos.

Conforme a CCR, todos os funcionários das estações estão aptos a auxiliar deficientes e passageiros com dificuldades de locomoção. Segundo a empresa, tanto as novas estações da linha 1 quanto as da linha 2 contarão com equipamentos de acessibilidade.

Fonte: A Tarde – Luana Almeida / Marco Aurélio Martins l Ag. A TARDE


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