Publicado por: jSaggiomo | 20/10/2016

Elevador sem portas que nunca para nos andares é relíquia na Alemanha

Inventado em 1860 no Reino Unido, é chamado de Fusca dos elevadores. Placa alerta que paternoster deve ser usado por ‘conta e risco do usuário’.

Se escada rolante é perigosa, agora imagine um elevador sem portas e que nunca para nos andares. Na Alemanha, ele é considerado uma relíquia.

O palavrão alemão é personenumlaufaufzüge: "elevador de pessoas circular". O apelido irônico: beamtenbagger; "escavadeira de funcionário público". Pode chamar de paternoster.
É um elevador diferente, inventado em 1860, no Reino Unido. Só que foi na Alemanha onde fez mais sucesso. Perguntei a um senhor o porquê.
Assim como o paternoster, ele nunca parou para pensar. Acha que tem a ver com a impaciência alemã e a eficiência desse transporte.
Ninguém espera nesse elevador. Nem ele. Essa indiferença fez do paternoster vítima dos regulamentos de segurança.
Em Stuttgart, o governo tentou proibir, chegou a comparar a guilhotinas.
Houve um clamor particularmente entre os funcionários públicos. Falaram que isso é uma relíquia; o Fusca dos elevadores.
O governo cedeu e voltou atrás. Mesmo assim, as regras de uso não fazem nenhum esforço para acalmar ninguém: a leitura obrigatória alerta que o elevador é para ser usado “por conta e risco do usuário".
Tem uma lenda urbana, que, parece, foi criada por Charles Chaplin, que diz que quando o elevador chega ao topo ou você é esmagado ou é virado do avesso. As crianças ficam horrorizadas. Engraçado que vai chegando perto do topo e esse barulho parece com o barulho de um coração acelerado.
Só resta rezar. E o nome paternoster é uma referência a uma das orações no rosário católico. O percurso do elevador lembra o encontro dos dedos nas contas grandes do Pai Nosso – em latim Pater Noster.
O transporte à moda antiga rivaliza com os elevadores modernos. Ele nunca ouviu aquele: "sobe" ou “desce”. Nunca assistiu àquele constrangimento clássico de elevador.
Mas o governo proíbe a fabricação de novos paternoster. Hoje, eles são peça rara: há menos de 250 na Alemanha. Poucos, mas que têm garantido é seu perpétuo movimento.

Fonte: Jornal Nacional – G1

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