Paciente renal crônico fica preso em elevador de portas abertas no HGG

Homem que também é obeso relatou ter tido crise de falta de ar à esposa. Segundo ele, ajuda demorou a chegar; Hospital, por outro lado, afirma que paciente recusou escada para deixar o elevador


À caminho de sessão de hemodiálise, paciente ficou cerca de 90 minutos no elevador do HGG (Foto: Leitor/Mais Goiás)

À caminho de sessão de hemodiálise, paciente ficou cerca de 90 minutos no elevador do HGG (Foto: Leitor/Mais Goiás)

Diante da negativa do paciente para o uso da escada, que foi utilizada pelos demais usuários que estavam com Thiago para deixar o elevador, segundo a comunicação da unidade, a administração do hospital alega ter fornecido uma banqueta para que o paciente aguardasse ali a resolução do problema.

Indignado com suposta porém relatada falta de apoio da equipe hospitalar, Thiago enviou uma série de áudios à esposa, a empresária Poliana Viana, 31, para avisá-la a situação. Em uma das gravações, o paciente desabafa: “Isso está parecendo um circo. Um monte de gente vem aqui me olhar, mas ninguém faz nada”. De acordo com Poliana, enquanto estava retido, Thiago deveria estar passando pela mencionada sessão de hemodiálise, que tinha início às 7h. Em outro áudio, o homem, que estava com celular defeituoso, pedia que a mulher entrasse em contato com o Corpo de Bombeiros, já que não conseguia a assistência necessária no local. “Tem quase uma hora que estou preso no elevador, chama os Bombeiros para me socorrer aqui porque não sei o que a equipe do hospital está fazendo”, disse.

Thiago é paciente do hospital há pelo menos cinco anos e reclama da qualidade dos dois elevadores que dão acesso à sala de hemodiálise há cerca de 12 meses, segundo a esposa. “Ele chegou com antecedência, por volta das 6h30, mas devido ao elevador, que dá esse tipo de problema há cerca de um ano, não conseguiu chegar”. Ao invés disso, segundo a mulher, o marido permaneceu sem acento e com crise de falta de ar dentro do elevador, apesar de não ser claustrofóbico. De acordo com equipe do HGG, os equipamentos são preparados para funcionar com até uma tonelada de peso e recebem manutenção preventiva periódica.

Para Poliana, este foi um episódio de descaso do hospital com pacientes e com a própria equipe, já que – segundo ela – ao menos um médico já ficou preso no equipamento. “Todo mundo conseguia ver que ele estava lá, mas não fazia nada. Foram incapazes de colocar uma escadinha para que ele saísse” – fato já contestado pelo HGG. “Fiquei à distância, acompanhando pelo celular. Mas dessa vez não vai ficar assim, já acionei uma advogada e vamos pedir, na Justiça, que ao menos o elevador seja reparado para que isso não volte a acontecer”, completa.

Thiago recebeu ajuda e conseguiu sair do elevador por volta das 7h50. Segundo a unidade hospitalar, um técnico foi acionado para reiniciar o sistema do elevador, de modo que este passou a funcionar da forma adequada e possibilitou a saída do paciente. Thiago registrou o caso na ouvidoria do hospital. No documento, ele relatou que foi tratado com ironia por enfermeira a quem pediu ajuda. “Foi muito mal educada e respondeu com ironia que [não ajudaria] porque já tinha muita coisa para fazer e não podia perder tempo”. Ele relatou ainda ter pedido ajuda a uma médica, que segundo ele, “foi muito cordial”.

O Hospital Estadual Alberto Rassi – HGG informa que um dos elevadores que dão acesso ao quarto andar teve uma pane, situação que foi rapidamente resolvida pela administração da unidade. No momento em que foi constatado o problema, colaboradores da unidade disponibilizaram uma escada para os pacientes descerem, inclusive pacientes idosos, porém o paciente Thiago Viana se recusou a sair pela escada. Foi providenciado, então, um banco para que ele aguardasse dentro do elevador, sentado, até que o problema fosse resolvido. A empresa responsável pela manutenção do elevador foi acionada e o técnico responsável foi até a unidade para resetar o sistema, quando o paciente saiu de forma segura e tranquila. A unidade informa ainda que os elevadores recebem manutenção preventiva com regularidade e corretiva sempre que necessário

Elevador

O caso do HGG ocorre horas depois de quatro estudantes da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás) ficaram presas no elevador da Área 1, do complexo universitário. Na ocasião, elas permaneceram no equipamento por 30 minutos e tiveram auxílio do Corpo de Bombeiros.

Fonte: EmaisGoiás

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